domingo, 23 de outubro de 2011

Em Vitória...I Pagliacci

          Seguindo a sugestão de alguns seguidores do blog, estou enviando um breve comentário da récita do I Pagliacci, apresentada no Teatro Carlos Gomes, Vitória/ES, no último dia 25 de setembro de 2011. Peço desculpas pela demora da postagem!
            Em primeiro lugar, sempre fico bem satisfeita em ver eventos desse porte acontecendo em Vitória, pois é um estado que carece de ópera. Têm-se excelentes cantores, professores e público, porém falta iniciativa e incentivo. Acho que a Associação Côro de Câmara de Vitória desde o ano passado com Suor Angélica e esse ano com I Pagliacci parece que está promovendo essa mudança no cenário, através do Produtor Musical Tarcísio Santoro e o Maestro Claudio Modesto. Pelo menos assim se espera!
            Acredito ser importante pensar que tais eventos não devem ser realizados apenas para aqueles que já são público, mas também para a conquista de novos apreciadores, pois a ópera é uma arte que envolve várias artes em uma só. E isso, por si só, poderá promover o enriquecimento cultural de um povo.
            Nesta montagem, o ponto que favoreceu a possível conquista de novo público foi a tradução simultânea em um painel digital logo acima do palco. Na modernidade atual, os recursos tecnológicos só reforçam os cenários. Não vejo com bons olhos releituras de cenários, cenários adaptados, ou cenários que deveriam ser uma vila do século XVI e viram uma fábrica industrial, mas sim a tecnologia associada à arte é cada vez mais bem vinda.
            Outro ponto chave, sem dúvida foram os palhaços. Apesar de serem característicos dessa obra, os palhaços que aparecem no início, conseguiram prender a atenção de crianças quanto ao enredo da história. Havia curiosidade para saber o que estava acontecendo entre eles. Tive o prazer de confirmar isso com amigos que levaram seus filhos. 
            Solistas, coro e orquestra de primeira. Grande produção, cenário e figurinos na medida certa. E neste dia, uma emoção à parte: uma homenagem aos 50 anos de carreira do barítono Edison Aude (Tônio/Taddeo).
            E que venham as próximas!

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