domingo, 1 de maio de 2011

VIBRATO – 2ª parte

            Gostaria de compartilhar um conceito mais simples sobre o vibrato e aproveito para colocar vários exemplos de cantores produzindo-o. Pois bem, no livro Método de Canto Popular Brasileiro, de Marcos Leite, há uma definição muito legal que é a seguinte:

“O vibrato representa um domínio da musculatura no momento da emissão, onde não se enrijecem determinados músculos, que ficam com boa tonicidade para que vibrem em contato com a coluna de ar.”

Por isso, é tão importante o domínio da respiração e dos músculos abdominais. Há muita polêmica entre cantores sobre sua utilização. Muitas vezes é visto como um efeito antigo, fora de moda, mas é muito mais do que um simples efeito vocal. Nesse mesmo livro, cita que é esse efeito que determina o grau de maturidade de um cantor e que todos sem exceção, se utilizam do vibrato, de Pavarotti a Roberto Carlos, de Maria Callas a Elis Regina. O que irá diferenciar será a forma como se utiliza. Por exemplo, no canto lírico é um recurso bastante presente e a impostação é diferente também; já no canto popular, normalmente é utilizado nos finais de frases. Seja qual for a forma utilizada, o vibrato é o que separa o estudante do cantor. Para alcançar esse efeito com qualidade é importante portanto, o domínio da respiração e alguns vocalizes específicos orientados através da supervisão da professora de canto.
É importante que ao longo do aprendizado de canto, o aluno procure referências de vibrato de acordo com a preferência musical. Postarei aqui, referências de diversos estilos, com comentários.

Canto lírico:
Carmem Monarcha: 
Já começa a primeira frase com muita vibração.
Diana Damrau:
Sempre nos prolongamentos de todas as frases há muitos harmônicos (vibração no aparato vocal, dando origem ao vibrato)

Canto Popular:
Lady Gaga:
Quando vídeo está em 40 segundos e 1m40s aproximadamente, há frases mais longas com utilização do efeito vibrato. Repete-se em outras frases mais longas também.

Marisa Monte: 
Em vários momentos ocorre esse efeito nesse vídeo. Como essa é uma música mais agitada e com acompanhamento da guitarra e bateria, pode dificultar um pouco, mas serve de treino auditivo também. Em especial, no refrão após as palavras “nãããão” e “embora”.

Roberta Sá: 
Em especial na palavra “alvorecer” quando chega em 1m43s, mas também ocorre mais vezes é só ficar atento, como por exemplo, no final da palavra “sentimento”.

Bruce Dickinson: 
Perceptível principalmente ao final da frase “The evil that men do lives on and on”.

ATENÇÃO: esses exemplos são para aguçar a compreensão dos ouvidos sobre esse efeito. É importante não sair por aí tentando repetir sem os exercícios apropriados, pois corre o risco de causar tensão nas pregas vocais e prejudicar sua saúde.

0 comentários: